terça-feira, 10 de janeiro de 2012

perdi-me no meu jeito, esquecido de ser, já nem os meus olhos quando olham são capazes de ver, navego como um barco sem leme, por entre a corrente, no meio de gente que se arrasta, a tristeza invadiu-me, o amor fugiu de mim, o canto dos pássaros cessou, ate a chuva deixou de cair, e o lume deixou de dar calor...
sou eu assim um qualquer ser igual a tantos outros, nem mais nem menos que ninguém, perco tempo a pensar no que fui, sem uma certeza daquilo que quero ser, sei o que quero mudar, mas nem me consigo levantar deste chão imundo.
a depressão tomou conta da minha alma, o meu corpo, permanece imóvel.
não quero fugir, e não quero ficar...
quero sair à rua como quem no quer nada do mundo, quero apenas viver no mundo vazio, e preenche-lo de vida à medida que o viver. não quero ser ser o super homem, mas também não quero ser um fingidor, quero ser independente, de tudo... não quero ter coração, este que sempre me atrapalhou e me humanizou, me pregou partidas...
quero o tudo de nada e o nada de tudo...
vou levantar-me erguer-me e seguir...

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