
"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela" bernardo soares
a verdade é que não tenho medo da morte, já tive em tempos, mas as vezes ela mesma parece-me tão boa companhia, para manter ao longe é certo, mas entendo-a como boa pessoa...
já me vi morrer tantas vezes, ao ponto de me ver viver sempre uma vez a mais daquelas que morri, assim apesar de tudo, não posso deixar de pensar, no dia em que as contas se acertarem será justo.
digo isto, pensando que neste turbilhão de encruzilhadas que é a vida, já me vi perdido par me ver achado, para eventualmente me voltar a perder. Ao longo de todo este caminho já vivido, e que certamente não é muito, já pensei para mim mesmo inúmeras vezes que tudo estaria perdido, e vem a velha ideia "e agora o que é que eu faço" e o que é que eu faço?... a maior parte das vezes fiquei parado a olhar para a desgraça, a lamentar-me e a espera, arrastando-me como um moribundo, esperando a morte...mas sinceramente se ela não vier mais vale que eu me mate, pelo menos ficarei logo a saber se há ou não outra vida...
"Pandora abriu diante dele a tampa do presente a humanidade que até aquele momento habitava um mundo sem doenças ou sofrimentos viu-se assaltada por inúmeros malefícios que atormentam os homens até aos dias de hoje. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente antes que o único benefício que havia nela escapasse: a esperança"
A esperança, como beneficio, que Pandora tirou ao mundo... em verdade muitas vezes penso a esperança como, uma catástrofe do mundo, aquele que vive na esperança de uma cura para os males, acaba por não alcançar uma nova vida, pois limita-se a esperar que a antiga volte ao que era. também eu já fui afectado pelo mal da esperança, mas percebi que não é aquele que espera que alcança...
o que esta perdido já foi e afinal mais vale viver como se fosse morrer, a viver como se já estivesse morto.

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