domingo, 8 de agosto de 2010

Nós


Era eu, um ser errante pela terra de caminhos longos que levavam a lado nenhum, parando em todos os apeadeiros, em busca de uma fonte que me matasse a sede. Desesperado, como um alquimista que procura a pedra filosofal, querendo a todo o custo transformar em ouro, tudo o que no fundo era apenas ferro ferrugento…
E vivia eu assim, confortavelmente apático, num sonho enevoado, onde a luz vinha apenas baça por entre a névoa espessa….
Eras tu, um ser com um sorriso brilhante, um olhar envergonhado, e rosto iluminado.
vi-te ao longe e corri para ti quando me foi permitido. Olhei-te nos olhos, e percebi, não se pode transformar ferro em ouro pode, apenas, agarrar-se o ouro, e foi assim que te vi como ouro que o alquimista procura.
E repentinamente o nevoeiro desapareceu do meu caminho e conseguia ver o final…e lá estavas tu…
Somos nós agora, numa fusão perfeita, cheguei ao fim do caminho e abracei-te, agora caminhamos, nós, juntos, por um caminho que não sendo fácil, é certamente doce e mas agradável de caminhar a teu lado.
Não como um eu&tu mas como Nós.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010


"A única maneira de se definir o limite do possível é ir além dele,para o impossível."
Arthur Charles Clarke
é o dilema básico do Homem, quando chega o limite.
Na verdade, nao é um dilema, o Homem sabe quando o limite chega, mas o pequeno prazer de esticar a corda, o ver se é possivel, "serei eu capaz", qual cegueira que nos empurra quando ja nao ha estrada para percorrer...
pior ainda, quand conhecemos o caminho, sabemos ond ele vai dar, o que vai trazer e vamos de peito aberto, com toda a certeza que chegando ao limite, todo vai parar.
é assim o maior extasie da vida.
O caminho pelo limite, esticar de uma corda, ate ao esmagar da laranja...
e foi, passamos o limite, não ha nada para alem dele, so tudo aquilo que sabíamos que poderíamos ter evitado...
Lutamos com monstros, porque, somos monstros, porque a luta muitas vezes ja acabou, é tempo de render, ou virar as costas, a batalha ja acabou, e muitas vezes sem vencedores nem vencidos...apenas derrotados.
No entanto que bom é atingir o limite, quando dele resulta uma meta, o cortar da fita, em que mais uma vez não há vencedores nem vencidos...apenas vitoriosos.