quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Hoje apetece-me dizer que te amo, mas baixinho para mais ninguém ouvir, não é que eu me importe que os outros saibam que eu te amo, é apenas porque o amor é nosso, meu e teu, e hoje acordei egoísta, não quero partilha-lo com mais ninguém...Mas, também para que deixar que os outros ouçam que te amo? não lhes ia fazer diferença, a não ser que também eles te amassem, e ai já me fazia diferença a mim. sem te amarem realmente ao olharem-te só te iriam achar bonita, mas isso quaisquer olhos poderiam ver. Não, sem te amarem não seriam capazes de ver o teu sorriso, de notar as particularidades do teu rosto, de conhecer cada sinal, não dariam conta que as tuas maças do rosto sobem um pouco quando ris, não saberiam destingir quando sorris tristemente daquele sorriso magico de felicidade. não olhariam para ti a chegar limitar-se-iam a apreciar a tua passagem, não seriam capazes de gozar do teu silencio, nem perceberiam a diferença do teu tom de voz em cada momento. E eu,  nem eu sei como acabei a dar-me conta de tudo isto, nem me lembro bem quando foi o momento em que acordei a pensar em ti sem querer, não me recordo bem do do primeiro dia em que invadias, sem permissão, os meus pensamentos, talvez por ser distraído, talvez porque o amor vem de mansinho, com pés de lã, ataca de surpresa, instala-se e como senhor e dono de mim, esse amor, não me deixa esquecer-te..
É inútil tentar dizer porque te amo, existindo realmente mil e uma razoes para o fazer, amar-te tornou-se em mim uma coisa tão comum, que das mil e uma razões todas elas me parecem óbvias, amo-te porque sim porque não seria capaz de conceber outra maneira de te sentir, e é assim amo-te porque te amo e te amo porque amo-te.
chamar-me-ias ridículo, se lesses o que te escrevo, dirias que me amas também, mas não deixarias de achar ridículo, melhor assim, não escrevo para que tu leias, mas se um dia te mostrar e leres isto saberás, que era a melhor maneira de suportar a tua ausência nos longos dias em que tu não estas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Há dias como hoje, dias normais, dias iguais, estes dias em que a tua ausência não é falta, é apenas a tua ausência, não é realmente que tu me faltes, mas antes que noto que não estas aqui, aprendi a ter-te e sonhar sem te ver é como perder a razão do sonho em si.
Não, sinto a tua falta, se fechar o olhos vejo-te cheiro-te sinto a tua pele. mas é a tua ausência, que noto de olhos bem abertos, é o olhar para o lado e saber que os teus olhos não me estão a ver, e abrir a porta e não ouvir a tua voz do outro lado a ecoar melodicamente...
Fazes-me feliz, estranhamente feliz, de uma maneira que a felicidade me assusta, e as vezes de tanto ter sido triste, nem sei bem como viver a felicidade. Sinto-me estranho e antagónico, giram em mim todos os sentimentos do mundo, e todos eles já vividos, todos eles são novos, todos são únicos e todos são por ti. É estranho, não sei bem como escrever a felicidade, é fácil escrever a tristeza, talvez porque se procura um amparo naquilo que se diz, é difícil escrever a felicidade, talvez porque de tão frágil ser se tenha medo de perder ao expor-se.
vou deixar.te um pedido, fica comigo, deixa-me não saber dizer como me fazes feliz.