quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ainda te vi


Perdi-me a pensar em ti, perdi-me tanto a pensar em ti, que quando dei por mim já não sabia onde estava. Ouvi-te, e tu falavas, a tua voz continuava a mesma, mas de repente já não eras tu, era só a tua voz, que ecoava na minha cabeça, como uma memoria perdida e desenquadrada. Tentei encontrar-te, e vi-te por de traz da vidraça da janela.
eras realmente tu, tive a sensação de sentir o teu cheiro, mas era só a minha mente a pregar partidas. Tu estavas atrás da vidraça, com um sorriso rasgado, e olhos brilhantes. Tenho a certeza que eras mesmo tu, os meus olhos nunca me enganaram.
As minhas mãos já não te podem alcançar, só aos meus olhos é permitido. Estás para la da janela, como não dei conta de saíres!?
Pareces mais bela que nunca, é o teu sorriso eu sei, foi sempre parte de ti, e eu quase me esquecia...
Ainda gritei, acho que não ouviste, é este vidro que não deixa passar nada. Sou eu que não te vi sair, ou que não sai contigo.
Estas linda, mas vou afastar-me da janela, o vidro nunca me deixara passar, e já pareço um insecto, a bater num vidro que não vê porque só é capaz de ver a luz que esta para la dele.
Sei que também a tua voz vai desaparecer, e vou deixar de te ouvir, e quando voltar à janela, provavelmente tu já não vais estar la, vais embora, afinal nem me viste; mas vou guardar a tua imagem, porque os meus olhos nunca me enganaram...

"Of course there is no formula for success except perhaps an unconditional acceptance of life and what it brings." Arthur Rubisnstuein
A verdade, que devemos lutar por tudo o que queremos, e por aquilo em que acreditamos, mas devemos ter sempre o discernimento necessário, de saber quando parar, e aceitar, o estado em que nos encontramos, vencedor é aquele que vence a luta, sábio aquele que sabe admitir a sua derrota. À lutas perdidas, mas outras lutas tomaram o seu lugar, só aceitando seremos capazes de seguir, de restabelecer e encontrar novas batalhas.
Todos lutamos contra monstros, as vezes por tanto tempo que já nem monstros há, só nós a lutar contra um nada, qual dom Quixote a lutar com moinhos de vento, o facto é que os monstros já não estão, e não porque os vencemos, pois a ser assim teríamos dado conta, na verdade eles não estão porque venceram e foram embora, e nos lutamos agora para nada e contra nada.
Sim, temos os nossos dogmas, essas verdade que vemos como absolutas, e que ao longo da vida iram mudar, modificar, e redefinir-se, formando novas verdades, novos princípios, para novos fins.
Afinal "quem ganhou ganhou, e quem perdeu ade ter mais cartas para dar"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


"Torna-te naquilo que és" friedrich nietzsche
Se tu mesmo, não ajas, para que gostem de ti, pois nunca dessa forma iram gostar-te realmente.
Virtude é sermos nós próprios, mesmo que isso implique criar dissabores, nos outros, aqueles que não gostam ou não aprendem a gostar não te iram valer de nada.
Como poderá alguém ama-me se ama aquilo que eu criei para ser amado e não aquilo que eu realmente sou.
Desta forma se formos nós mesmos, ninguém poderá cair no erro de nos amar por aquilo que criamos. É certo que devemos ser hipócritas uma vez ou outra mas devemos evita-lo perante aqueles a quem realmente importa mostrar amor...
E assim poderás dizer:
Assim se algum dia te ofereci flores, não o fiz para te impressionar, mas sim porque quis oferecer-te flores e se ainda assim te impressionei, sabe que não foram apenas as flores que te impressionaram, fui realmente eu.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O teu espelhO


...se te vires ao espelho o que vês? parte o espelho e tenta ver por entre as fissuras, é ai que está esse animal que se esconde dentro de ti, para la daquilo que podes ver e ouvir...e esse animal és realmente tu...
...e quando te olhas ao espelho, vês tudo aquilo que sempre quiseste ver?, consegues ver para alem dele, e olhar para a tua imagem como quem olha para dentro de si mesmo, afinal o espelho é a janela da alma, e é assim porque quando te vês, consegues olhar para dentro de ti.
pensa bem, és mesmo aquilo que sempre quiseste ser? quando te imaginavas era assim que te vias?
Quanto valemos, o que somos, quem vemos no espelho?
Um homem com fé na sua honra, ou um teimoso que não volta atrás? Uma pessoa decidida que sabe bem o que quer, ou um obstinado incapaz de ouvir outra opinião? Alguém socialmente correto ou um ser influenciado pela sociedade? Um sábio que sabe, ou um tolo que julga saber?
Olha bem para ti, afinal, já todos fomos um pouco de tudo, obstinados e tolos, a olhar para um espelho, onde realmente pensamos ver-nos.