segunda-feira, 13 de abril de 2015

"E a vezes em os dias parecem meses"
sem nunca saber porquê ou quando, bate em mim o tempo perdido, a falta de um tempo que já passou abala-me, e ainda que forte e alto como uma árvore bem enraizada tremo com esse vento do Norte pela fraqueza do não sei quê...
Eu não me perco em pensamentos chorosos, não sinto que o possa fazer, ou se quer que o deveria, se é que em algum caso isso deva ser um dever. Os olhos não são tristes, já o foram hoje são só olhos, às vezes alegres como uma criança que pula atrás de uma bola, outras vezes distantes com um velho pensamento perdido entre o que foi realmente foi e aquilo que a imaginação preenche.
Já não te tenho saudades, já não me dou ao trabalho de as ter, hoje só espreito de longe a longe aquilo em que tu ficaste, mas não saudosamente, apenas com vontade de correr para ti e contar o mundo todo que vi na palma da minha mão. Não são saudades porque não quero aquilo que tive nem imagino aquilo que podia ter, não espero como um amante espera a sua amada, nem desespero como a mulher espera o soldado, não enfatizo nem crio histórias, não é isso que trago em mim. E se me perguntarem se te quero direi que não e negarei tudo isso que um dia quase foi. Aquilo que trago de ti é nostalgia memórias perdidas de um tempo em que me ria de nada, entre mil e uma doses de café, quatrocentos cigarros e os mal dizeres do mundo sempre errado e perdido. Não nego o teu corpo, mas sinto a distância dos teus olhos, e as vezes acredito que seria melhor ter ficado apenas com eles, talvez ainda hoje me vissem, ou não, mas que diferença faz isso agora que é só nostalgia perdida nuns minutos de silêncio.
Eu como estou? Bem na verdade, como sempre quis estar, mas as vezes os dias parecem meses
eternos de inverno e o verão uma breve brisa...
P.S. : a minha estação do ano favorita é o outono

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