domingo, 23 de outubro de 2011


Linda, bonita, elegante, fascinante, alegre, sorridente, talvez perfeita....faltam-me argumentos para te descrever, quando chegaste hoje ao pe de mim, com esses teus olhos, negros como a noite, o teu cabelo solto e liso, e o teu corpo magro e a tua pouse moderna, o teu ar descontraído e o teu sorriso desinteressado.
Ate o teu cheiro, entre o tabaco e o perfume dos teus trapos, se destaca do resto...
é estranho como a minha definição de sentimentos se altera com o tempo, parece um ser que evolui, deixei de achar que amei alguém quando descobri que te amava a ti. Só descobri que te amava a ti quando deixei de te ver, e me apercebi, que perdi os momentos mais mágicos de sempre...
Dou comigo deitado na cama a fechar os olhos e a ver-te reclamar por qualquer coisa e subitamente da-me uma vontade de te beijar e rir só porque reclamaste de nada... e nunca o fiz.
Vejo-me a beijar o teu corpo deitado na cama, iluminado com uma luz mínima, as tuas costas brancas e o teu pescoço fino, vejo-me deitado sobre ti a ouvir o teu coração bater... e abro os olho e recordo-me que raramente tirei tempo para gozar desses pequenos prazeres em detrimento dos outros...
E se...E se o tempo voltasse a traz faria diferença ser diferente? e se eu te tivesse deixado ir teria ainda hoje o teu sorriso ao voltares?
O tempo, traz tudo e leva tudo, mas nunca leva sem que nos destrua para permitir-nos construir-nos novamente...aprendemos sempre tarde, vivemos sempre pouco, e raramente temos oportunidade de viver o mesmo outra vez...
é assim de tal forma, que amanha sei que não vou ter ocasião para te mostrar a forma como me reconstruí. e talvez tu nunca o venhas a saber, e de certeza que se outro alguém me tiver assim nunca saberá que foi por ti...
mas e se...

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