
Hoje levei uma facada, que duro golpe foi que acertou em cheio no coração já desfeito, senti a dor entrar-me pelo corpo tremo-lo e o coração a sair por entre o golpe.
O que mais me feriu, foi saber que fui eu, e apenas eu, que te deu a faca para a mão, e que te obrigou a golpear-me.
Mas eu sabia, ou deveria saber que seria assim, o mundo não para só porque pedimos, e todos aqueles que oferecem espadas, acabam trespassados pela lamina, quem com ferros mata, com ferros vai morrer.
Parei e dei comigo a cair, mas a queda não foi longa, já estava muito perto do chão, ainda assim, talvez te deva agradecer, por teres acabado com aquilo que eu comecei, se o meu golpe não me matou, o teu tirou-me toda a vida....
Levantei-me, inspirei o ar rarefeito da sala vazia, e comecei a andar...olho para o corpo morto, e reparo, que dificilmente aquele corpo vai voltar a viver...
Sou apenas eu agora, outra vez, mas agora mais rico em conhecimento, a procura de um novo corpo. Nunca vou viver o mesmo, mas viverei o novo, com a consciência do que errei no antigo, podendo agora desviar-me os buracos em que o fiz cair, e assim espero viver eternamente...

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