quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Palavras para ti, que nunca vais ouvir


Sinto-me como se tivesse cometido um erro, e mesmo assim, apesar de saber que é um erro, sinto que o faria outra vez e outra vez e vezes sem conta, sinto-me como se não conseguisse mudar nada, nem que voltasse atrás no tempo e o pode-se fazer, o erro, esse seria outra vez cometido, apesar de saber que foi um erro, como uma mosca que vai em direcção a uma teia de aranha e mesmo apesar de saber que vai continua, como se o quisesse ser comida pela aranha, e isso fosse a sua vontade. Afinal ate que ponto é erro aquilo que apesar de sabermos que esta errado, o queremos fazer. É um erro correr atrás dos sonhos? Mas é o sonho que comanda a vida!!! Mas e se esse sonho quando realizado se torna um pesadelo? Queremos sair da concha, mas ela prende-nos, ela já é parte de nos, e nos dela. A vida não é um erro, mas é um erro não a viver. Apesar de tudo, aquilo que era erro, mas que soube tão bem, nunca será erro, se dele soubermos sair, como a mosca que vai para a teia da aranha, e apesar de o saber, continua, se ainda assim a aranha não a comer, a felicidade de lhe fugir nunca terá preço.

Não sei porque mas sinto-me uma mosca na tua teia, podes tudo, que me fizeste, talvez apenas o facto de existires me atrai. Mata-me primeiro, antes de me engolires, e tirar de mim tudo aquilo que eu tinha como certo, prefiro não existir a ter que o fazer num vazio em que tu não estas, e que o resto do mundo se foi na esperança, de tu teres ficado.

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